quarta-feira, 23 de abril de 2008

Wanderley Codo/Wilson A. Senne.IN:O QUE É CORPOLATRIA -São Paulo:Edição Brasiliense,1996.

A marca mais evidente da corpolatria é o narcisismo. Curiosamente, na época da Freud os psiquiatras consideravam o culto excessivo à própria imagem como uma doença; hoje, além de perder o caráter patológico, passou a significar sinônimo de bem-estar consigo mesmo.A saúde tem recebido numerosas contribuições, todas valorizando práticas alternativas que condicionam o bem-estar do sujeito à autopercepção de si, autoconhecimento, como se nada além da auto-imagem merecesse atenção no mundo.Impossível observar essas manifestações sem lembrar Freud." O indivíduo toma como objeto sexual seu próprio corpo e o contempla com agrado, o acaricia e o beija até chegar à satisfação".Eis a principal característica da corpolatria: sempre ressalta um corpo - o meu.Nem só de narcisismo e individualismo se alimenta a corpolatria. Há um outro pressuposto que a representa de modo indiscutível: existe um animal urrando dentro do homem, ansioso por liberdade.Basta visitar qualquer academia de moda e encontraremos lá burocratas do setor privado ou público, esposas que dispõem de empregadas encarregadas de lavar a louça e cuidar dos filhos enquanto elas fazem ginástica, e estudantes, principalmente universitários.Eis a corpolatria: uma tempestade de manifestações concomitantes, ressaltando ou guindando o corpo ao centro so Universo.Sempre o meu corpo, e sempre antagonizado, contraposto à economia, à política, e à civilização.

Educação Física Progressista, Ghiraldelli Jr. Paulo, São Paulo 1998 Edições Loyola


Segundo o texto de “Paulo Ghiraldelli Jr, a Educação Física esta integrado em maior parte das nossas vidas, na formação, preservação etc. Entendo que o autor Ghiraldelli tem uma grande visão de mudanças.A Educação Física Higienista ela trata de uma mente sã em corpo são, formando homens e mulheres sadios cuidando da saúde individual.A Educação Física Militarista também trata da saúde individual, lutando pra preserva a sua bravura e coragem.A Educação Pedagogicista ela luta em busca de uma educação para juventude dando a eles no seu dia-dia uma educação e saúde que um cidadão precisa.A Educação física Competitivista, ela é voltada pra atletas que procura supera valores individuais e fundamentais desejados, sendo vista pela as pessoas como exemplos.A Educação Popular ela é, antes de tudo lúdicidade e cooperação, assumem um papel de promotores da organização e a mobilização da Educação dos Trabalhadores.


segunda-feira, 24 de março de 2008

Monumento Castro alves


Antônio Frederico de Castro Alves foi filho do Dr. Antônio José Alves, cirurgião e professor da Faculdade de Medicina da Bahia, e de sua mulher D. Clélia Brasília da Silva Castro. Sua família, após passar por Muritiba, mudou-se para São Félix onde ele aprendeu as primeiras letras.
Passou assim a infância no sertão baiano, do qual havia de guardar indelével impressão. Em 1854, porém, já estava com a família na capital. Ingressou em 1856, com o irmão mais velho, José Antônio, no Colégio São João. Em 1858 a família comprou a quinta da Boa Vista e se mudou para lá. Nesse mesmo ano, ingressou no Ginásio Baiano, dirigido pela afamado educador Abílio César Borges, futuro Barão de Macaúbas.
Sua mãe faleceu em 1859.
No colégio, estimulado no lar por seu pai, iria encontrar uma atmosfera literária, produzida pelos oiteiros, ou saraus, festas de arte, música, poesia, declamação de versos. Aos 13 anos fez os primeiros versos. No dia 9 de setembro de 1860 teria recitado os primeiros versos em festa no Ginásio Baiano.
O pai se casou por segunda vez em 24 de janeiro de 1862 com a viúva Maria Ramos Guimarães. No dia seguinte ao do casamento, o poeta e seu irmão José Antônio partiram para Recife, enquanto o pai se mudava para o solar do Sodré.
Em março, submeteu-se à prova de admissão para o ingresso na Faculdade de Direito do Recife sendo reprovado. Mas seria em Recife tribuno e poeta sempre requisitado nas sessões públicas da Faculdade, nas sociedades estudantis, na platéia dos teatros, incitado desde logo pelos aplausos e ovações, que começara a receber, e ia num crescendo de apoteose. Era um belo rapaz, de porte esbelto, tez pálida, grandes olhos vivos, negra e basta cabeleira, voz possante, dons e maneiras que impressionavam a multidão, impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, que nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil.
Em 1863 a atriz portuguesa Eugênia Câmara se apresentou no Teatro Santa Isabel. Influência decisiva em sua vida exerceria a atriz, vinda ao Brasil com Furtado Coelho. No dia 17 de maio, Castro Alves publicou no primeiro número de «A Primavera» seu primeiro poema contra a escravidão: «A canção do africano». A tuberculose se manifestou e em 1863 teve uma primeira hemoptise.
Em 1864 seu irmão José Antônio se suicidou em Curralinho. Ele enfim consegue matricular-se na Faculdade de Direito do Recife e em outubro viaja para a Bahia. Só retornaria ao Recife em 18 de março de 1865, acompanhado por Fagundes Varela. A 10 de agosto, recitou «O Século» na Faculdade de Direito e se ligou a uma moça desconhecida, Idalina. Alistou-se a 19 de agosto no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a Guerra do Paraguai. Em 16 de dezembro, voltou com Fagundes Varela a Salvador. Seu pai morreu no ano seguinte, a 23 de janeiro de 1866. Castro Alves voltou ao Recife, matriculando-se no segundo ano da faculdade. Nessa ocasião, fundou com Rui Barbosa e outros amigos uma sociedade abolicionista.
Em 1866 se tornou amante de Eugênia Câmara.
Teve fase de intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados. Data de 1866 o término de seu drama «Gonzaga ou a Revolução de Minas», representado na Bahia e depois em São Paulo, no qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação. No dia 29 de maio, resolveu partir para Salvador, acompanhado de Eugênia. Na estréia de «Gonzaga», dia 7 de setembro, no Teatro São João, foi coroado e conduzido em triunfo.

Oratório-Nossa Senhora de Fátima



Descrição Sumária:
O oratório Nossa Senhora de Fátima, localizado defronte a praia de Ondina, onde são realizados cultos religiosos, no qual os fieis deixam suas homenagens: flores e velas. Constitui-se de um espaço fechado por alvenaria, esquadria de alumínio e vidro com cobertura de laje arrematada em telha cerâmica. Circundado por três degraus em mármore branco, sendo as extremidades apoios para uma corrente que faz alusão ao terço católico, limitando o espaço um gradil de alumínio

Busto- Ernesto Carneiro Ribeiro (1839-1920)


Médico, educador e linguista, Ernesto Carneiro Ribeiro nasceu em 12 de setembro de 1839, em Itaparica (Bahia),filho de José Carneiro Ribeiro e Claudiana Ra mos. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1854. Dedicou-se ao magistério e em 1884 fundou o Colégio Carneiro Ribeiro, o qual dirigiu por 36 anos.
Realizou a revisão do Pro jeto do Código Civil em 1902, defendeu a normatização de português falado no Brasil, escreveu diversas obras, destacando-se Serões Gramaticais, publicada em 1890. Com Ruy Barbosa, seu ex-aluno, travou debates linguisticos em torno da questão de lingua falada.
Faleceu em 13 de novembro de 1920 na cidade do Salvador.

Duque de Caxias (1803-1880)


Militar e patrono do exército brasileiro, Luís Alves de Lima e Silva, nasceu em 25 de agosto de 1803 na vila de Porto da Estrela (Rio de Janeiro), filho do marechal-de-campo Francisco de Lima e Silva e Mariana Cândida de Oliveira Belo. Os primeiros passos para a carreira militar se dá aos 15 anos de idade quando estudou na Academia Real Militar e em 1821 foi promovido a Tenente na unidade de elite do Exército do Rei.Organizou a Imperial Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador (1822) após a independência do Brasil. Participou ativamente em várias campanhas militares marcantes na história do Brasil.Em 1823 foi à Bahia pacificar o movimento contra a independencia liderado pelo General Madeira de Melo, em 1825 iniciou-se a campanha para a Guerra de Cisplatina, da qual retornou promovido a Major, em 1837 vai pacificar a pronvincia do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada, reprimiu um levante suscitado pelo Partido Liberal na provincia de São Paulo (1842), em Minas Gerais (1842), na Guerra dos Farrapos occrrida no Rio Grande do Sul (1842). Partcipou da Guerra da Triplice Aliança juntamente com Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai (1851-1869). Foi nomeado Ministro da Guerra em 1855. Por sua participação na guerra contra o Paraguai foi elevado a duque. Participou de diversas campanhas militares para reprimir movimentos revoltosos. Prestou ao Brasil por mais de 60 anos importantes serviços militares e politicos. Em sua homenagem a data do seu aniversário, 25 de agosto, passou a ser considerada como o Dia do Soldado do Exército Brasileiro. Faleceu no Rio de Janeiro em 7 de maio de 1880.

Estátua - Visconde de Cairu (1779-1835)


Economista, parlamentar, orador e político, nasceu em 16 de julho de 1756, em Salvador (Bahia), filho de Henrique da Silva Lisboa e Helena Nunes de Jesus. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1779.Destacou-se por seu notável saber. Escreveu obras cinetificas, literárias e politicas.Escreveu o celebre tratado de Direito Mercantil, publicado em 1801, em vitude disso foi considerado o fundador desse direito em Portugal. Em 1804 escreveu Principios de Economia Politica.Escreveu e colaborou em vários períodicos, no sentido de orientar a favor da causa da independência nacional. Fundou o jornal O Conciliador do Reino Unido, editado em 1820.Amigo pessoal de D. Pedro I, foi deputado às Cortes Constituintes e com ele tomou parte ativa no movimento politico que levou à independência do Brasil e a fundação do Primeiro Reinado.Foi agraciado no governo de D. Pedro I, com o título de Visconde de Cairu e eleito senador do novo império.Faleceu no dia 20 de agosto de 1835.